Postos de combustíveis cortam vagas e demitem funcionários na Bahia

Donos de postos de combustíveis da Bahia, alegando problemas com  a carga tributária e a redução nas vendas de gasolina e diesel, demitiram no primeiro semestre de 2018 cerca de 600 funcionários. Desse total, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Combustíveis da Bahia (Sinposba), pelo menos  200 dispensas ocorreram nos últimos 60 dias na rede  Menor Preço, que possui unidades  em várias cidades do interior e tem  sede em Feira de Santana.

csm_postodemissao_4ece82fc5b

Segundo gerentes de postos em Feira de Santana, disseram não poder comentar sobre as demissões. Nos postos da bandeira em Salvador, o clima é de  apreensão. “Estamos inseguros com essas demissões. Eu tenho medo porque sou pai de uma menina de 8 meses e não posso ficar desempregado”, disse Eduardo Santana, 25, frentista do Posto Menor Preço do CIA.

No posto BR em Águas Claras, a última demissão foi há dois  meses, quando dois funcionários perderam o emprego. E, além das demissões, outro problema que preocupa o frentista Valdir Mathias, 43, é a falta de segurança. “Por enquanto, eu ainda não pensei nas demissões, mas precisamos trabalhar com mais segurança”, afirmou.

No posto Shell de Simões Filho, o clima é de mais tranquilidade. O  chefe de pista Claudécio Caldas informou que, em vez de demitir, o posto  contratou. “Sou chefe de pista há quatro  meses. Me sinto seguro aqui e não fiquei sabendo de demissões. Aqui a  empresa tem contratado cada vez mais e eu sou um exemplo disso”.

Dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP) mostram que foram comercializados na Bahia, no primeiro semestre deste ano, 3,365 bilhões de litros de combustíveis (etanol, gasolina de veículos terrestre e de aviação, GLP, óleo combustível, óleo diesel, querosene de aviação e querosene iluminante), numa queda de  2% em relação a igual período de 2017.

A maior preocupação dos cerca de 2.700 postos do estado, representados pelo Sindicombustíveis, é com relação a queda nas vendas de gasolina (redução de 10% no primeiro semestre) e óleo diesel (-0,40%). Também reclamam da carga tributária. Na Bahia, os tributos federais (PIS/Cofins mais a Cide) e estadual (ICMS) fazem a gasolina ficar mais cara  R$ 1,92 por litro, de acordo com a da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes. Os mesmos impostos fazem o diesel mais caro em R$ 0,93, e o etanol, tirando a Cide, em R$ 0,94.

“Precisamos reduzir a carga tributária, do jeito que está a tendência é que ocorram  mais demissões. A queda do volume comercializado foi muito grande. O que puder reduzir de impostos é um ganho para a sociedade”, disse o presidente do Sindicombustiveis,   Walter Tanus.

Para o presidente do Sinposba, Antonio do Lago, outro motivo das demissões é a nova lei trabalhista. “Muitos  postos estão demitindo e não estão pagando os direitos dos trabalhadores. Estou  levando esses casos para o Ministério Público do Trabalho”, diz.

Fonte: Correio.


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s