PF prende empresário do ramo de festas por envolvimento em esquema de “corrupção sistêmica” na Bahia

Nesta quinta-feira, 09 de agosto de 2018, a Polícia Federal prendeu o empresário Jonas Lopes, a partir de uma ordem do juiz Gustavo Teles Veras Nunes de Santo Amaro. O empresário foi denunciado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) por envolvimento em um esquema de “corrupção sistêmica” investigado na Operação Adsumus.

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Na mesma ordem o juiz Gustavo Teles decretou novas prisões preventivas ao ex-prefeito de Santo Amaro Ricardo Machado e do empresário Manoel de Andrade.

Jonas Lopes é investigado em um novo eixo da operação: Eixo Festas. A operação, até então, estava dividida em cinco eixos: Eixo Aluguel de Veículos e Máquinas; Eixo Material de Construção; Eixo Combustível; Eixo Limpeza Pública; Eixo Obras. O juiz na mesma decisão, proferida na terça-feira (7), determinou o bloqueio de bens no valor de R$ 11,8 milhões dos três e do ex-secretário de Administração e Finanças Luís Eduardo Pacheco . A decisão também determinou o confisco de todos os animais de propriedade dos quatro envolvidos.

Segundo a acusação do Ministério Público do Estado, os acusados buscavam dissimular a origem dos ganhos indevidos através de expedientes, como a compra de fazendas e de animais de raça. Conforme o MP-BA, em um mandado de busca e apreensão foi constatado que o empresário Manoel de Andrade tinha um plantel de 90 equinos estimados em R$ 9,8 milhões que seriam incompatíveis com os rendimentos dele. No final de 2014, acrescenta a acusação, Ricardo Machado e Manoel de Andrade teriam realizado transações com animais que totalizaram R$ 105 mil, “sempre com a finalidade de ‘lavagem de dinheiro’”.

A decisão tomou como base a delação premiada do ex-vice prefeito de Santo Amaro Leonardo Araújo Pacheco Pereira. Por meio de contratações sem licitação, as empresas Jonas Lopes ME, Rde Axezeiro /Central de Bandas, dos empresários Jonas Lopes e Manoel de Andrade, respectivamente, foram beneficiadas pelo grupo liderado por Ricardo Machado através de contratações sem licitação entre 2010 e 2016.

Fonte: Bahia Notícias.


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