Petroleiros desafiam Justiça do Trabalho e iniciam greve em refinarias

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) informou, via redes sociais, que a greve da categoria começou nos primeiros minutos desta quarta-feira, 30 de maio de 2018, apesar de o Tribunal Superior do Trabalho (TST) ter considerado o movimento ilegal na véspera. “Não vamos arregar para a Justiça do Trabalho”, disse o coordenador geral da FUP, José Maria Rangel, em vídeo distribuído pela entidade. “A greve está mantida.”

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Comunicado da FUP publicado pouco depois da 1h relata que os funcionários “não entraram para trabalhar” em oito refinarias da Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Amazonas e Pernambuco. Também há paralisação, segundo a entidade, nos terminais de Suape (PE) e Paranaguá (PR).

Na Bahia, mais de 4 mil petroleiros protestam na Refinaria Landulpho Alves (RLAM), em São Francisco do Conde, onde policiais militares acompanham a situação. Em Salvador, há manifestação em frente à Petrobras, no bairro do Itaigara. Os manifestantes ocupam a via marginal.

Solidariedade aos caminhoneiros

Os petroleiros decidiram parar as atividades por 72 horas em solidariedade ao movimento dos caminhoneiros e para pedir a destituição de Pedro Parente do comando da estatal, entre outras reivindicações.

O TST tomou a decisão de declarar ilegal a greve por causa de sua “natureza político-ideológica”. O tribunal estipulou multa de R$ 500 mil em caso de descumprimento da ordem.

Fonte: A Tarde.


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