Comerciante que ateou fogo na família em Feira de Santana é condenado a 112 anos de prisão

Na noite desta quinta-feira, 10 de maio de 2018, por volta das 20h, após mais de 10 horas de julgamento, o comerciante Gilson Jesus Moura, 50 anos, que trancou a casa em que morava, ateou fogo no imóvel e matou cinco parentes em Feira de Santana, foi condenado a 112 anos de prisão. Ele cumprirá a pena em regime fechado, no entanto, como prevê a lei penal brasileira, só poderá ficar preso por até 30 anos.

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Ele não poderá responder em liberdade até o trânsito da sentença em julgado, conforme determinou sentença proferida pela juíza Márcia Simões Costa nesta quinta (10), em face da inequívoca gravidade dos delitos.

Durante depoimento ao júri, Gilson confessou o crime. Em 4 de janeiro de 2017, ele incendiou a residência onde morava com outros familiares. Morreram no ataque os três filhos de Gilson – Thaís de Jesus Moura, 13, Carlos Alexsandro de Jesus Moura, 9, e Xayane Vitória de Jesus Moura, 8 -, a enteada dele, Emily de Jesus Moura, 16, que estava grávida de cinco meses, e o filho dela, Enzo, de 1 ano e 11 meses. A esposa e irmã dele, Ana Cristina de Jesus, 37, e a filha Ayla de Jesus Moura, 3, tiveram queimaduras de terceiro grau, mas sobreviveram.

Gilson respondeu por homicídio triplamente qualificado de cinco vítimas: Chaiane, Carlos Alexandre, Enzo, Emily e Taís. Os agravantes foram motivo fútil, emprego de fogo e mediante recurso que impossibilitou a defesa das vítimas. Já para as vítimas Cristina e Ayla, respondeu por tentativa de homicídio e aborto no caso de Emily.

Relembre o caso

Segundo o delegado que investigou o caso, João Uzzum, o crime foi premeditado. “Na noite anterior ao crime, ele pegou um galão de cinco litros de gasolina e deixou escondido dentro da residência. Quando a família dormiu, derramou sobre as pessoas, ateou fogo e trancou as portas”, contou. Uzzum revelou ainda que Gilson já havia esfaqueado sua esposa e irmã, Ana Cristina de Jesus, 37, dez anos antes.

A polícia também revelou que os depoimentos de testemunhas revelaram que ele já tinha dado pistas que ia cometer o crime. “Ele já havia feito ameaças; alguns vizinhos disseram que no Natal ele já dizia que ia tocar fogo na casa e matar todo mundo”, revelou a delegada Larissa Lage, da Delegacia de Homicídios de Feira de Santana.

Fonte: Correio.


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