Barraqueiros reclamaram de prejuízos na Micareta de Feira de Santana 2018

No início da manhã desta segunda-feira, 23 de abril de 2018, muitos barraqueiros que trabalharam durante a Micareta de Feira de Santana já desmontavam a estrutura de suas barracas para voltar para casa. Em clima de desânimo eles estavam lamentando que as vendas não superaram os investimentos.

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Segundo os barraqueiros, a chuva e a falta de estrutura da prefeitura prejudicou o movimento.

A barraqueira Francisca Damasceno que é de Salvador, participou pela terceira vez da Micareta. Ela disse que ficou em uma rua transversal porque não conseguiu uma licença para trabalhar no circuito principal.

“A chuva atrapalhou bastante. Eu peguei pouca mercadoria e vendi a mesma média de outros anos. O movimento foi fraco”, afirmou.

Maricleia Santos que também é barraqueira, considerou o resultado das vendas na festa horrível. Segundo ela, as atrações também não foram bem distribuídas e isso resultou no baixo movimento.

“Investi R$ 1.000 e não tirei nem o que investi. Sou barraqueira há oito anos e achei que esse ano não foi legal. Achei até organizado o circuito, mas as atrações mal distribuídas. Teve dia que teve muitas atrações de peso e outros não. Isso fez com que houvesse poucas vendas”, declarou.

O barraqueiro Sérgio Ribeiro participou pela primeira vez da Micareta comercializando cerveja e comida. Ele contou que teve muitos prejuízos e gastou mais do que ganhou. Sérgio reclamou da falta da estrutura da prefeitura para a categoria e disse que os barraqueiros pagam caro para participarem da licitação, não sabem onde vão trabalhar e têm muitas dificuldades.

“Barraqueiro é muito discriminado. A gente paga o DAM e não sabe onde vai ficar, não tem um banheiro pra tomar banho. Tem que pagar R$5 para tomar banho nos restaurantes. Ficamos às cegas. Falta estrutura. Eu por exemplo, gastei R$170 de material elétrico para colocar um ponto de luz e ainda fiquei sem estrutura de teto. A gente tem que improvisar. Roubaram até um bujão de gás meu”, relatou.

Os barraqueiros também afirmaram que faltou segurança para as barracas e eles ficaram vulneráveis a furtos e roubos.

Fonte: Acorda Cidade.


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