1ª mulher mestre de obras da Bahia luta pela inserção do gênero na construção civil

Lugar de mulher é onde ela quiser, e várias representantes baianas do gênero feminino são bons exemplos disso. Maria do Amparo Xavier, 62 anos, é um deles. Filha de um pequeno povoado de Jaguaripe, no Recôncavo baiano, ficou conhecida por ser a primeira mestre de obras da Bahia e, atualmente, dá palestras e luta pela inserção das mulheres no mercado de trabalho, mais especificamente, na Construção Civil.

Maria do Amparo, primeira mestre de obras da Bahia

Foto: Carol Garcia/GOVBAMuito pobre, passou a infância dentro de uma casa de palha e, conta que, “assim que viu um lar construído com vários tijolinhos”, teve a certeza de que passaria a vida entre vigas e concretos, erguendo edificações e fazendo história. “Nunca foi fácil para a mulher estar inserida na Construção Civil, pois se trata de um trabalho tipicamente masculino. Mas, tratando-se desse segmento, posso falar que conheço tudo, seja na construção leve ou pesada”.

Com o que aprendeu e, posteriormente, conquistou, Maria foi capaz de trazer a mãe e os irmãos – o pai já havia falecido – para a capital baiana. A profissional assegura que não foi fácil decidir trabalhar apenas com homens, mas soube quebrar esse tabu usando do perfeccionismo e prezando pela manutenção de um clima agradável no canteiro de obras. “Não basta ser chefe. Tem que saber ser líder. Ao desempenhar esse papel, automaticamente, se aprende a trabalhar, respeitando o outro e sendo respeitada”.

A luta continua

Maria está prestes a lançar um segundo livro – o primeiro foi a biografia intitulada ‘Simplesmente Maria’. Atualmente, é secretária de Política para as Mulheres do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada e Montagem Industrial do Estado da Bahia (Sintepav) e Força Sindical. De acordo com a mestre de obras, “o desafio é inserir cada vez mais mulheres no segmento, e temos importantes vitórias para comemorar. Nas obras da Arena Fonte Nova, por exemplo, tivemos 450 mulheres atuando. Na construção do metrô, foram mais de 800 mulheres”.

Maria finaliza brincando –  “meu grande desafio é descobrir uma substituta. Estou envelhecendo”. Mas, logo em seguida, o riso dá lugar ao papo sério. “É extremamente necessário que as mulheres ocupem os espaços de poder em todos os lugares, seja na política partidária, sindical. É preciso lembrar que nós, mulheres, somos competentes e trabalhamos muito bem”.

Fonte: Secom – Ba.


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