Caso Gabrielly em Feira de Santana, polícia Civil retoma investigações

A Polícia Civil de Feira de Santana retomou as investigações para elucidar a morte da criança Gabrielly Gomes Santana de sete anos, que desapareceu há quase um ano, no dia 21 de janeiro de 2017, quando brincava no condomínio Solar da Princesa, no bairro Gabriela, em Feira de Santana.

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A polícia tomou conhecimento do desaparecimento de Gabrielly e foi feita uma força-tarefa pelo então coordenador regional de polícia o delegado João Rodrigo Uzzum. No dia 14 de fevereiro de 2017, um crânio foi encontrado na Avenida Eduardo Fróes da Mota, na Expansão do Conjunto Feira IX e após exames periciais da polícia técnica, foi constatado que o crânio era da criança.

No dia 26 de abril de 2017, o Departamento de Polícia Técnica (DPT), divulgou um laudo confirmando a informação que o crânio encontrado era realmente de Gabrielly e mesmo com o empenho no trabalho das investigações, ainda não houve a elucidação do crime, nem a identificação de culpados.

O atual coordenador regional de polícia, o delegado Roberto Leal, contou à reportagem do Acorda Cidade que o inquérito está sendo analisado e após dez meses da confirmação da morte da criança, a polícia volta às investigações para elucidar o caso.

“A gente está analisando novamente o inquérito para averiguar alguns pontos que por ventura foram deixados de investigar. Alguns pontos são contraditórios e vamos verificar também a necessidade de representar por uma questão de inteligência, de alguma quebra de número telefônico ou de algum dado que tenha necessidade de se quebrar. As investigações continuam, principalmente para identificar alguns fatos. Ao ler o inquérito policial eu constatei dúvidas que vieram à tona. A gente precisa aprofundar essas dúvidas com certeza para a elucidação desse crime”, disse.

De acordo com o delegado, todas as medidas que forem necessárias para a elucidação do fato serão adotadas pela polícia. Com o tempo que foi transcorrido da data do fato até o presente momento, algumas provas podem ter se perdido, mas podem ser novamente reagrupadas. Para ele, o caso é um quebra-cabeças difícil de montar e um crime de grande repercussão que gerou comoção social e mexeu muito com os familiares da vítima. Alguns parentes inclusive, ainda não acreditam que ela esteja morta, mas o laudo do DNA foi taxativo.

“A gente tem como certa a morte da criança e a partir desse fato que o inquérito continua. Apuramos um homicídio e precisamos saber realmente a autoria. Precisamos identificar essa autoria e dar essa resposta para a comunidade. É difícil, não é um crime fácil. Vários delegados, vários policiais se empenharam e se debruçaram nesse fato. Infelizmente no presente momento não foi elucidado e nós vamos tentar montar novamente esse quebra-cabeça a fim de elucidar o crime”, acrescentou.

Roberto Leal informou ainda que a partir do momento que a polícia perceba a necessidade, todas as pessoas envolvidas no caso serão ouvidas novamente. Um dos pontos obscuros do inquérito, segundo ele, é a questão do veículo que levou a menina e que não foi identificado.A polícia vai trabalhar com as provas técnicas para chegar à elucidação.

“Vai ser um crime que será elucidado principalmente pelas provas técnicas. As provas testemunhais já foram levantadas na sua grande maioria e elas acabaram não levando a indício nenhum. A gente se debruça pelas provas técnicas e através dessas provas que a gente vai tentar elucidar o crime”, finalizou.

Fonte: Acorda Cidade.


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